Abordagem Analítica em Musicoterapia (AMT) – Mary Priestley

Abordagem Analítica em Musicoterapia (AMT) – Mary Priestley

Abordagem Analítica em Musicoterapia (AMT) – Mary Priestley

A Abordagem Analítica em Musicoterapia (AMT), criada por Mary Priestley na década de 1970, é uma das vertentes mais reconhecidas dentro da prática clínica musicoterapêutica. Fundamentada em princípios psicanalíticos e psicodinâmicos, a AMT propõe que a música seja utilizada como via de acesso ao inconsciente, promovendo autoconhecimento e transformação emocional.

Como funciona a AMT?

O processo terapêutico se baseia principalmente na improvisação musical livre entre terapeuta e paciente. Esse diálogo sonoro permite que conteúdos internos, muitas vezes difíceis de serem expressos em palavras, venham à tona por meio do som. Após a vivência musical, ocorre a verbalização, momento em que o paciente e o terapeuta refletem sobre os sentimentos despertados e seus significados.

Essa integração entre música e fala favorece a elaboração de emoções profundas, o desenvolvimento de insights e a construção de um espaço seguro para o paciente explorar suas vivências internas.

Características principais

  • Explora conteúdos inconscientes por meio da música;
  • Integra música e verbalização para elaboração emocional;
  • Trabalha com transferência e simbolismo musical;
  • Indicado para saúde mental, psicoterapia individual e grupos terapêuticos;
  • Requer do terapeuta escuta ativa, sensibilidade musical e compreensão dos processos psicanalíticos.

Aplicações na prática clínica

A AMT pode ser utilizada em:

  • Transtornos de ansiedade e depressão;
  • Processos de luto e trauma;
  • Psicoterapia profunda para adultos e adolescentes;
  • Contextos hospitalares ou ambulatoriais que demandam elaboração emocional.

Um exemplo prático é a utilização de instrumentos melódicos e de percussão para improvisações conjuntas. O terapeuta pode iniciar um motivo musical e acompanhar as respostas do paciente, interpretando os elementos musicais que surgem (ritmo, dinâmica, tonalidade) como representações simbólicas de conteúdos psíquicos.


Referências científicas

  • Priestley, M. (1994). Essays on Analytical Music Therapy. Barcelona Publishers.
  • Priestley, M. (1975). Music Therapy in Action. Constable.
  • Bruscia, K. (2014). Defining Music Therapy (3rd ed.). Barcelona Publishers.
  • Wigram, T., Pedersen, I. N., & Bonde, L. O. (2002). A Comprehensive Guide to Music Therapy: Theory, Clinical Practice, Research, and Training. Jessica Kingsley Publishers.

Escrito por
Felipe Mazzucco
Redes Sociais
Entre em contato pelo WhatsAAP.
Rolar para cima